reputação 8 Jan 2019

Desafio 2019: comunicar a partir de um contexto

Os conceitos básicos de comunicação dizem que o emissor e o recetor só podem ser compreendidos se ambos compartilharem código e contexto, evitando, assim, que a comunicação se transforme em ruído. Além disso, com o tempo não há cortes e, portanto, a mudança de ano não supõe uma viragem radical das circunstâncias, mas a continuidade da evolução.

Sobre estas hipóteses, encorajar a delinear a quais serão as tendências da comunicação no novo ano implica necessariamente fazer primeiro uma breve análise dos acontecimentos que estão a modificar o cenário social, económico e politico no mundo ocidental no geral.

Sem querer ser exaustivo, gostaria de destacar os seguintes:

Diante deste cenário, empresas, governos e instituições devem saber mostrar, explicar e reivindicar, considerando o poder transformador da realidade de cada um dos fatores acima mencionados. E é precisamente esse o ponto crucial: comunicar para dar respostas eficazes para o que é problemático, desafiante ou preocupante. Mas aquelas organizações que realmente querem ser parte ativa da conversa sabem bem quais serão os melhores caminhos de comunicação no meio de um terreno sempre incerto.

Fala-se de uma tendência ascendente a praticar uma comunicação baseada em princípios éticos e responsáveis, para aprofundar a transparência para responder aos pedidos de uma sociedade que exige saber quem as pessoas são, o que fazem e por que o fazem. Uma comunicação que permite à organização participar em grandes debates com base na sua própria contribuição para a melhoria do ambiente, a partir de um propósito corporativo claro e autêntico que oferece referências sólidas e de confiança a uma cidadania desorientada. Uma comunicação inclusiva que cede o papel de protagonista ao interlocutor e que coloca as empresas e as pessoas ao mesmo nível.

Mas para que essa vontade seja efetiva, é necessário trabalhar para conhecer melhor, a cada dia, o cenário em que a organização se desenvolve. E com esta análise permanente avançada, será necessário utilizar os canais e formatos corretos para atingir o público de interesse.

“Diante deste cenário, empresas, governos e instituições devem saber mostrar, explicar e reivindicar, considerando o poder transformador da realidade de cada um dos fatores acima mencionados.”

Se formos a ver bem, não há grandes mudanças ao que acontecia em 2018. O que está a acontecer é que aumenta a distância entre aqueles que estão com pressa para adaptar a sua comunicação ao código e ao contexto, e aqueles que ainda sonham com manchetes que irão acordar, irão olhar à sua volta e vão descobrir, alarmados, que já não são nada.

Arturo Pinedo
Sócio e Diretor-Geral de Espanha e Portugal da LLYC
Com mais de 27 anos de experiência como consultor, é especialista em Comunicação de Crise e Corporativa. Ao longo da sua trajetória profissional, geriu a comunicação de empresas e organizações nacionais e internacionais e assessorou pessoalmente os seus principais executivos, tanto no desenho de estratégias integradas de comunicação como na gestão de riscos. Formado em jornalismo e mestre em Marketing & Comunicação, Arturo foi Diretor Geral de Consultores de Comunicação de Issues e Diretor da Agência A. Durante sete anos trabalhou como jornalista nos serviços de informação da Cadena SER. Atualmente é vice-presidente da Dircom (Association of Communication Managers).

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